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Este é o sítio wiki de apoio à disciplina Ecologia de Comunidades (BIE5778) dos Programas de Pós-Graduação em Ecologia e Zoologia da USP.

Conteúdo

G.E. Hutchinson e Santa Rosalia

Comunidades biológicas são conjuntos de populações de espécies em um dado local e momento.

A Ecologia de Comunidades identifica os padrões de riqueza, abundância e composição de espécies nas comunidades biológicas, e os mecanismos que criam esses padrões. De maneira análoga à Teoria Evolutiva moderna, tais mecanismos pertencem a quatro grandes classes:

  • Especiação
  • Dispersão
  • Deriva
  • Seleção

Nesta disciplina discutimos as principais teorias em Ecologia de Comunidades, que propõem como diferentes combinações desses mecanismos criam e mantém as comunidades biológicas (Vellend 2010, 2016).

Instrutores

Professores

Luis Schiesari

EACH - USP
http://lschiesari.wixsite.com/ecologia-aplicada

lschiesa[at]usp[ponto]br

Paulo Inácio K. L. Prado

IB - USP, Depto. de Ecologia
http://ecologia.ib.usp.br/let

prado[at]ib[ponto]usp[ponto]br

Renata Pardini

IB - USP, Depto. de Zoologia
http://ib.usp.br/dicom

renatapardini[at]usp[ponto]br

Metodologia de Ensino

Discussões de artigos

O cerne da disciplina são discussões de artigos relacionados a cada um dos temas, com duração de 90 minutos por artigo. Cada discussão é mediada por uma dupla de alunos.

Links úteis

Links com dicas sobre como ler criticamente artigos científicos:

Links com dicas sobre como moderar discussões em sala de aula (escrito para professores, mas com dicas que podem ser úteis):

Exercícios

Práticas em computador: análises e simulações do portal EcoVirtual.

Aulas Teóricas

Palestras dos professores, para contextualizar o tema de forma mais ampla, após as discussões dos artigos.

Avaliação

Critérios

Participação nas atividades

É essencial que todos entendam que, na avaliação da participação, estamos mais preocupados com o engajamento de cada um, do que com acertos ou erros. Também estamos mais preocupados com a qualidade das intervenções, do que com a sua quantidade. Nos parece claro que uma ou poucas boas intervenções são muito mais frutíferas para uma discussão do que uma série de comentários superficiais.

Certamente, engajar na discussão em aula depende de leitura prévia detalhada e aprofundada do artigo, durante a qual se procure identificar a lógica interna do artigo, avaliar a qualidade técnica e traçar paralelos com outros artigos, conceitos ou sistemas, anotando as idéias, perguntas e críticas que surjam durante a leitura. Alguns de nós entendem ser útil traçar diagramas ou desenhos que ajudem a compreender o delineamento experimental ou amostral, e/ou a ligação entre métodos, resultados e conclusões. Ao final da leitura, é recomendável rever suas anotações, checar sua coerência e revisá-las ou reorganizá-las se necessário. A partir delas, sugerimos que prepararem um comentário ou pergunta para trazer por escrito como forma de contribuição para a discussão em classe. Também sugerimos que leiam o artigo “I don´t know!” e o material dos links sobre leitura crítica de artigos (acima), como forma de inspiração para leituras críticas dos textos.

Participação efetiva em discussões

Abaixo seguem algumas dicas que consideramos importantes para participação efetiva nas discussões de artigos:

  • Prepare-se para a discussão; traga suas questões
  • Esteja atento, envolvido e engajado – seja agente ativo da sua educação/ aprendizado
  • Converse/ discuta com seus colegas – normalmente estudantes estão acostumados a se dirigir a, e procurar respostas do, professor. Importante aprender a conversar e escutar uns aos outros, navegar, negociar e discutir assuntos sérios, e trabalhar em direção a respostas entre colegas
  • Primeiro responda ao que a última pessoa falou – concordando, discordando, mas mais importante, especulando, questionando, analisando, comprometendo-se – antes de adicionar nova contribuição/ questão – pensar como uma corrida de revezamento!
  • Não se aflija se a discussão vai em direção a tópicos que você não entende ou desconhece - é aí que aprendemos!
  • Você não precisa saber, mas precisa pensar! Seja responsável por pensar em uma resposta, por especular, por imaginar em voz alta.
  • Lembre-se que uma boa discussão é baseada mais em respostas do que em reações; reações são intuitivas, instintivas, instantâneas, estomacais; respostas são ponderadas/ consideradas/ pensadas/ analíticas
  • Tome cuidado para não dominar a discussão, mas também para não se esconder atrás de pessoas que falam mais/ são mais extrovertidas
  • Escute ativamente e compartilhe ideias, mantenha a mente aberta, use evidências, compartilhe a responsabilidade, discorde produtivamente, trabalhe para um entendimento mais profundo
  • Esforce-se para manter interesse genuíno pelas, e aceitação das, contribuições dos outros, e encoraje os demais a fazer o mesmo; tente ativamente descobrir/ resolver questões conjuntamente como um parceiro/ colaborador
  • Monitore educadamente as práticas de discussão dos outros (pedindo por evidência/ embasamento, por exemplo)
  • Reflita sobre a sua prática de discussão – em quais aspectos você tem facilidade e tem participado de maneira adequada, e em quais aspectos você tem mais dificuldade e precisa desenvolver
  • Ou seja, discussões são atividades coletivas, de responsabilidade de todos – respeite a discussão e seus colegas!

Moderação da Discussão

Os moderadores serão responsáveis por conduzir a discussão dos artigos. Para tanto, sugerimos que, anteriormente à aula, discutam entre si os artigos, identificando tópicos que considerem importantes para a discussão em classe. A partir destes, planejem uma estratégia para encorajar a participação dos colegas, com o objetivo de que exponham sua avaliação crítica (1) dos artigos e suas implicações e (2) da relação entre os dois artigos do mesmo tema e destes com aqueles de aulas passadas. Neste caminho, é essencial que os moderadores resgatem a discussão de eventuais impasses infrutíferos, e garantam que a discussão abranja os tópicos identificados como importantes de ambos os artigos no tempo disponível. É importante também evitar que a discussão seja dominada por um ou poucos alunos, pois a discussão torna-se tediosa e a participação de alunos menos experientes ou naturalmente menos vocais é intimidada.

No caso da nossa disciplina, uma boa estratégia é começar a discussão pelo artigo clássico e depois seguir para o artigo mais contemporâneo, fechando com uma comparação entre eles. Uma vez que a discussão dura 3 horas, grosseiramente pode-se planejar dois períodos de 1h-1h15 de discussão, um para cada artigo, separados por um intervalo de meia hora.

O material nos links acima podem auxiliar com dicas adicionais de como planejar uma moderação de discussão em sala de aula. A seguir vai nosso resumo destas dicas:

Dicas para uma moderação efetiva
  • Prepare-se antes, mas seja bondoso(a) consigo mesmo(a), pois não é possível liderar uma discussão perfeita! Discussões são complexas como qualuqer interção humana e não dependem só do moderador. Moderar exige prática e se aprende tentando e se auto-avaliando, conversando com outros, e tentando novamente.
  • Prepare as perguntas para estimular a discussão antes – várias dicas sobre formulação de perguntas que funcionam e não funcionam nos links do site Fostering effective classroom discussions (especialmente sessão 6). Quanto mais as perguntas estimularem o pensamento e a integração de ideias melhor. Evite perguntas que exijam só uma descrição do texto.
  • Calma e paciência; não se assuste com os silêncios. Não conteste respostas ou responda perguntas imediatamente, dê tempo para seus colegas pensarem.
  • A discussão não é com você, é entre todos. Há várias dicas nos links para tirar o foco de você e fazer as pessoas discutirem entre si. No geral, não se apegue ferrenhamente ao seu plano, aproveite as boas oportunidades que apareçam na discussão, esperadas ou não.
  • Moderadores(as) dão o tom: (1) cultive a discussão respeitosa e um ambiente de curiosidade intelectual; (2) modere mas não domine, estimule que a discussão seja mantida e dirigida por todos (estimulando que se responda/ discuta/ comente/ explore o que veio antes, antes de mudar de assunto, por exemplo); (3) preocupe-se em criar momentos para que o grupo consiga resumir os progressos de entendimento que a discussão trouxe; (4) estimule que os participantes reflitam sobre a sua participação na discussão.
  • Procure garantir que todas as ideias sejam ouvidas, mas esforce-se para manter o grupo focado, escolhendo os caminhos nos quais gastar mais tempo e quando é melhor cortar a discussão
  • Não tenha medo quando a discussão vai para tópicos que você não domina; abrace a discussão genuína e a troca de ideias e conhecimentos.

Trabalho final

Cada alunos escreve um ensaio sobre o impacto em sua pesquisa de um dos conceitos abordados na disciplina. Consulte a seção de ensaios para saber mais.

Cálculos

Pesos

  • Participação: peso 3
  • Mediação: peso 2
  • Ensaio: peso 5

Conceito Final

  • Menos que 5,0 : R
  • Entre 5,0 e menos que 6,5: C
  • Entre 6,5 e menos que 8,0 : B
  • 8,0 ou mais: A

Histórico de Conceitos

Número de alunos com cada conceito desde a criação da disciplina

AnoConceito AConceito BConceito C Conceito R
2009 12 4 1 0
2010 2 6 4 0
2011 7 1 4 0
2012 9 4 0 0
2013 6 7 1 0
2014 6 3 3 0
2016 12 6 0 1
2017 3 2 2 0
2019 6 7 2 0
Total % 52% 33% 14% 1%

Bibliografia

A bibliografia recomendada para cada tema está na seção “Temas e leituras”, que você caessa pelo menu lateral.

Se você é aluno(a), use o link do google drive enviado por email para ter acesso às cópias dos artigos usados nas aulas. A Resolução 5213 da Reitoria da USP permite que professores disponibilizem artigos e partes de livros adotados para uso estrito nas atividades de sua disciplina, apenas pelos alunos regularmente inscritos nela.

Inscrições

start.txt · Última modificação: 2019/05/06 15:56 por paulo
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