Aqui você vê as diferenças entre duas revisões dessa página.
Ambos lados da revisão anteriorRevisão anteriorPróxima revisão | Revisão anterior | ||
ensaios:2014 [2015/01/20 01:32] – fernando.silverio.ribeiro | ensaios:2014 [2015/01/20 19:33] (atual) – [Referências Bibliográficas] paulo | ||
---|---|---|---|
Linha 176: | Linha 176: | ||
====Resiliência no Monitoramento de Longo Prazo==== | ====Resiliência no Monitoramento de Longo Prazo==== | ||
- | ====Bruno Lenhaverde Sandy==== | + | ===Bruno Lenhaverde Sandy=== |
O termo resiliência foi introduzido na literatura em 1973 por um ecólogo teórico C. S. Holling no artigo “Resilience and stability of ecological systems” como um meio de entender a dinâmica não-linear observada nos ecossistemas. Desde esta época, o conceito estava relacionado com o termo “estabilidade” sendo transportado das áreas de Matemática e Física para entender sobre a diversidade biológica relacionada com as funções ecológicas (Peterson et. al., 1998). Ele foi definido na literatura de duas formas distintas (resiliência engenharia e resiliência ecológica), | O termo resiliência foi introduzido na literatura em 1973 por um ecólogo teórico C. S. Holling no artigo “Resilience and stability of ecological systems” como um meio de entender a dinâmica não-linear observada nos ecossistemas. Desde esta época, o conceito estava relacionado com o termo “estabilidade” sendo transportado das áreas de Matemática e Física para entender sobre a diversidade biológica relacionada com as funções ecológicas (Peterson et. al., 1998). Ele foi definido na literatura de duas formas distintas (resiliência engenharia e resiliência ecológica), | ||
Linha 211: | Linha 211: | ||
- | ====Referências Bibliográficas==== | + | ===Referências Bibliográficas=== |
Linha 826: | Linha 826: | ||
+ | ==== A Diversidade em Sistemas Sócio-Ecológicos ==== | ||
+ | === Carlos Frederico Alves de Vasconcelos Neto === | ||
+ | |||
+ | Sistemas sócio-ecológicos (SSE) são criados a partir da inter-relação entre povos e os recursos naturais que os rodeia, ou seja, a interação entre o sistema social e ecológico. Duas teorias principais servem de base para facilitar a compreensão dos sistemas sócio-ecológicos, | ||
+ | |||
+ | |||
+ | A ecologia de comunidades tem como um dos principais objetivos explicar as diferenças na diversidade entre comunidades. No entanto, vários estudos não consideram o homem como agente criador/ | ||
+ | |||
+ | |||
+ | A teoria geral dos sistemas foca-se na hierarquia e interdependência entre os componentes do sistema, enquanto a teoria da complexidade propõe conceitos como não-linearidade, | ||
+ | |||
+ | |||
+ | Alguns autores (Anderson, 2010; Casas et al., 2007; Campbell et al., 2006) argumentam que o manejo realizado pelos povos que habitaram a Mesoamérica são os responsáveis pela formação de verdadeiras florestas antrópicas - consórcio de espécies domesticadas e de importância econômica com espécies selvagens. Onde observaram que ao longo dos anos de manejo as comunidades de fauna e flora apresentaram diversidade de espécies superior à habitats naturais, devido a maior produtividade destas áreas. Com base neste pressuposto, | ||
+ | |||
+ | |||
+ | Para avaliar a resiliência da área é preciso entender seus mecanismos e dinâmicas internas, para isso é necessário assumirmos como hipótese que estes sistemas sócio-ecológicos se comportam como sistemas complexos. E podem ser caracterizados como sendo resultado de um processo cotidiano de adaptação entre um dado povo e o seu ecossistema, | ||
+ | |||
+ | == Referências Bibliográficas == | ||
+ | |||
+ | Altieri, M.A. 2002. Agroecology: | ||
+ | |||
+ | Anderson, E.N. 2010. Managing Maya Landscapes: Quintana Roo, Mexico. In: Landscape Ethnoecology: | ||
+ | |||
+ | Berkes, F.; Colding, J.; Folke, C. 2003. Navigating social-ecological systems: building resilience for complexity and chance. Cambridge: Cambridge University Press; | ||
+ | |||
+ | Campbell, D.G.; Ford, A.; Lowell, K.; Walker, J.; Lake, J.K.; Ocampo-Raeder, | ||
+ | |||
+ | Casas, A.; Otero-Arnaiz, | ||
+ | |||
+ | Gomes, J.C.C.; Borba, M. 2003. Limites e possibilidades da agroecologia como base sociedades sustentáveis. Ciencia & Ambiente, 27: 5-14; | ||
+ | |||
+ | Holling, C.S. 2001. Understanding the complexity of economic, ecological, and social systems. Ecosystems, 4: 390-405; | ||
+ | |||
+ | Levin, S.A.; Barret, S.; Aniyar, S. 1998. Resilience in natural and socioeconomic systems. Environment and Development Economics, 3(2): 222-235; | ||
+ | |||
+ | Scoones, I. 1999. New ecology and the social sciences: what prospects for a fruitful engagement? Annual Review of Anthropology, | ||
+ | |||
+ | Stacey, R. 1996. Complexity and creativity in organizations. San Francisco: Berrett Koehler; | ||
+ | |||
+ | Walker, B.; Holling, C.S.; Carpenter, S.R.; Kinzig, A. 2004. Resilience, Adaptability and Transformability in Social-Ecological Systems. Ecology and Society 9(2): 1-9; |