Conservação para Ensino Médio
Buraco na região do pólo sul da Terra Camada de Ozônio
Autor:
Roberto Langanke
Indicado para:
Texto indicado para estudantes do ensino médio
A camada de ozônio é uma espécie de escudo que cobre toda a superfície terrestre. É constituída de oxigênio na forma do gás ozônio (O3).
A camada de ozônio tem uma função importantíssima, que é a de absorver os raios nocivos vindos do Sol. A radiação solar inclui o ultravioleta (que nós não enxergamos), nas formas UVA (ultravioleta A) e UVB (ultravioleta B), e esse são os raios mais nocivos vindos do Sol, especialmente os raios UVB, que possuem maior energia.
Se esses raios chegassem livremente do Sol até a superfície terrestre, a vida não seria possível, pois eles danificariam as proteínas e o DNA do corpo de plantas e animais. Além disso, a temperatura atmosférica

seria bem superior à que temos hoje. Dessa forma, a camada de ozônio é responsável também pela existência de vida na Terra.
Sabe-se hoje que a camada de ozônio absorve cerca de 99% das radiações UVA e UVB vindas do Sol. Apesar de todo esse poder de absorção, o 1% restante que passa pela camada é responsável por centenas de milhares de casos de queimadura todos os anos e também é o grande responsável pelo câncer de pele em pessoas que se expõem com freqüência ao Sol, sem tomar os devidos cuidados.
O grande problema é que certos gases eliminados pelas atividades tecnológicas do homem entram em contato com a camada de ozônio e a destroem aos poucos. Esses gases são os clorofluorcarbonos (CFCs) , gases muito estáveis e que persistem por longo tempo em nossa atmosfera.

Esquema mostrando a quantidade de radiação ultravioleta que chega à superfície terrestre
Esquema mostrando a quantidade de radiação ultravioleta(setas vermelhas)que chega à superfície terrestre: à esquerda, com a camada de ozônio preservada; à direita, com ela destruída (Adaptado de Raven, P.H; Berg, L.R; Johnson, George B. 1998. Envinroment - 2nd edition . Pg471)

 

O interessante é que, apesar desses gases atuarem no mundo todo, após eliminados, eles tendem a se concentrar em certas regiões do globo. Eles se concentram especialmente nos pólos e lá foi visualizado, na década de 80, a existência de um “buraco” na camada de ozônio. Esse “buraco” na verdade não é um buraco e sim um “afinamento” de cerca de 50% na espessura da camada. Ele é particularmente evidente no verão e se concentra na região do pólo sul, chegando a atingir algumas áreas da Austrália. Sabe-se da existência de um “buraco” também no pólo norte, porém de menor proporção.
As conseqüências que esse processo pode trazer ainda são fruto de muitas discussões. Sabe-se que, com maior incidência de UVA e UVB nos pólos, pode-se acelerar o processo de derretimento das geleiras. Ainda sim, os mais prejudicados pela exposição aos raios UVA e UVB são os seres vivos, especialmente os seres humanos. Câncer de pele e outras doenças relacionadas ao aumento da radiação ultravioleta do Sol poderão tornar-se um problema de saúde pública no futuro.

Recentes estudos publicados por cientistas da Administração Atmosférica e Oceânica (Noaa), da Nasa (Agência Espacial Norte Americana), indicam que o buraco na camada de ozônio sobre a Antartica aumentou em tamanho e profundidade. Apesar da menor emissão de CFC, celebrada em acordo por mais de 180 países com a assinatura do Protocolo de Montreal, em 1987, o problema continua, devido à estabilidade desses gases. Estima-se, assim, em 50 anos o prazo para a recuperação da camada de ozônio.


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