Comunidades - Perifíton


Dinâmica

A estrutura do perifíton é fundamentada na interpretação de suas características funcionais. O perifíton funcionalmente é um microcosmo com processos internos autotróficos e heterotróficos, ocorrendo simultaneamente em seu biofilme (Wetzel, 1983c). Sua dinâmica deve ser mensurada utilizando-se escalas de tempo apropriadas às taxas de mudanças na estrutura da comunidade como a composição de espécies e biomassa.

Apesar da aparente heterogeneidade da estrutura da comunidade perifítica, é provável a ocorrência de padrões generalizados de colonização e sucessão espacial e temporal (Wetzel, 1983c).   

Colocação de suporte de produção.

 As variações espaciais e temporais na composição e arquitetura de espécies devem ser analisadas considerando-se o estabelecimento de componentes bacterianos e fungos (estágios iniciais); a relação entre as algas unicelulares e coloniais; as algas filamentosas (incluindo suas epífitas) e bactérias e os detritos inorgânicos e orgânicos (células vivas e senescentes do substrato, importados de outras comunidades. Hoagland et al. (1982) são favoráveis à similaridade nos processos de sucessão de vegetais terrestres e perifíton, pois evidências sugerem que ocorrem microsucessões. A principal delas é uma colonização unidirecional com um seqüência de espécies definidas no tempo. De modo geral, nos processos de colonização em substratos de vidro, os autores observaram inicialmente a formação de uma camada orgânica, seguida pela instalação de bactérias, diatomáceas oportunistas (com estruturas morfológicas relativamente simples), diatomáceas em formas de rosetas e longos pedúnculos e algas verdes filamentosas.  

 

Medida de intensidade luminosa.

Stevenson et al. (1991) discordam dessa hipótese. Observaram que o desenvolvimento de diatomáceas bênticas é decorrência de uma complexa manifestação de fatores abióticos e bióticos afetando as características do microhabitat.  

 

Moschini-Carlos (1996), utilizando tubos de vidro como substrato, não verificou seqüência sucessional de espécies de diatomáceas morfologicamente mais simples e menores para espécies mais complexas e maiores. A composição da comunidade perifítica no início da colonização foi dominada principalmente por diatomáceas grandes birrafídeas e arrafídeas, tal como observado por Stevenson & Peterson (1989).

Filtros para determinação de material em suspensão.