Comunidades - Perifíton

 


Tipos de Substrato

Para o estudo do perifíton são utilizados substratos artificiais e naturais vivos ou mortos, tais como as macrófitas aquáticas. A importância das macrófitas aquáticas (hospedeiro) na dinâmica de nutrientes das algas perifíticas também tem sido muito discutida. Segundo Burkholder & Wetzel (1989) e Eminson & Moss (1980), o grau de especificidade do perifíton com o hospedeiro pode estar relacionado com a trofia do sistema. Neste caso, o suprimento de nutrientes entre o hospedeiro e as algas perifíticas tende a diminuir com o aumento do grau de trofia da água.

Embora a literatura não aconselhe, muitos estudos foram realizados comparando as comunidades aderidas aos substratos naturais e artificiais (Tippet, 1970; Brown, 1976; Silver, 1977; Cattaneo e Kalff, 1979, Tuchman & Blinn, 1979; Goldsborough & Hickman, 1991; entre outros).


Os substratos artificiais mais utilizados são lâminas ou tubos de vidro, acetato de celulose, acrílico e fios de nylon, com as seguintes vantagens:   
a) o conhecimento do tempo de exposição do substrato;  
b) a presença de superfície uniforme;  
c) a facilidade de determinação da área colonizada;  
d) a facilidade na remoção do material aderido; e  
e) a eliminação de processos metabólicos das plantas hospedeiras.  

 

Recomendações para a utilização dos diferentes substratos (Aloi, 1990):  
a) nas medidas de biomassa, produtividade primária ou composição de espécies, a amostragem do perifíton em substrato natural é mais preciso do que no artificial; 
b) o uso de substrato artificial é mais indicado para projetos experimentais; e  
c) é importante incluir descrições acuradas dos métodos utilizados, para comparações futuras nos estudos de diferentes sistemas. 

   

     Substrato artificial: tubos de vidro.                Coleta do perifíton em macrófitas aquáticas.


 Retirada do perifíton do substrato

O material perifítico aderido em raízes de Echhornia crassipes é removido por raspagem, ver figuras abaixo, com pincéis de pelos duros e jatos de água destilada. Posteriormente, alíquotas são filtradas, para determinação da biomassa (clorofila e peso seco), e fixadas, para análises qualitativa e quantitativa da assembléia algal.