RODOLPHO CREDO RODRIGUES

Quem Sou

Sou bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Alfenas, MG e mestre em Ecologia pela Universidade de São Paulo. Durante a graduação, participei de projetos sobre a relação entre heterogeneidade de vegetação e distribuição de espécies de aves, redes de interações entre aves dispersoras de sementes e polinizadoras e plantas ornitocóricas e efeito do manejo de plantações de café sobre as comunidades de aves de fragmentos florestais e plantações adjacentes. Minha dissertação de mestrado foi relacionada à modelos teóricos de distribuição de abundância de espécies, padrões globais e locais de riqueza de espécies e possíveis influências da ação antrópica sobre estes padrões.

link da dissertação:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41134/tde-20012012-160435/pt-br.php

Contato

rdprodrigues@yahoo.com.br

rdprodrigues@hotmail.com

Projeto de Pesquisa

Uso de modelos de distribuição de abundância na análise da relação entre diversidade de aves e variáveis ambientais e antrópicas

Resumo

Modelos de distribuição de abundâncias relativas das espécies (DAE) representam um dos mais gerais padrões em ecologia de comunidades, denominado de curva côncava. Este padrão mostra que independente do grupo taxonômico ou ambiente, as espécies mais abundantes são poucas e a maioria das espécies é rara. Um dos principais objetivos da ecologia de comunidades é entender como fatores ambientais em escalas globais, regionais e locais podem determinar a riqueza e abundância de espécies dentro das comunidades. Entretanto, a ocorrência de processos em escalas diferentes dificulta a escolha de um ou mais como determinantes da diversidade. Assim, nosso objetivo foi avaliar qual a importância relativa do aumento da produtividade, biogeografia, destruição e fragmentação de habitats sobre a determinação da diversidade em comunidades de aves de sub bosque. Para isto, nós utilizamos uma das maiores bases de dados sobre estudos de aves para a região sudeste do Brasil e selecionamos 104 localidades amostradas por meio do método de rede de neblina. Porém, devido o esforço amostral realizado em cada local ser diferente, no primeiro capítulo nós comparamos o efeito da variação do esforço amostral nas estimativas de diversidade realizadas por dois modelos de distribuição de abundância de espécies, o de série logarítmica e o lognormal. A partir de simulações computacionais foram geradas comunidades fictícias e amostras destas comunidades. A partir destas amostras, nós avaliamos a frequência de detecção do modelo correto e o viés da estimativa dos parâmetros destes modelos em amostras com ou sem variação do esforço amostral. O modelo de série logarítmica foi detectado com maior eficiência a partir de amostras com intensidades variáveis e seu parâmetro sofreu menos viés em relação ao modelo lognormal e seu parâmetro. Isto mostrou que o modelo de série logarítmica foi menos sensível à variação do esforço amostral que o lognormal, o que nos levou a escolhê-lo para analisar a relação dos fatores ambientais e antrópicos e a diversidade em comunidades no capítulo seguinte. Nossas hipóteses foram que a produtividade poderia afetar positivamente a diversidade nas comunidades de aves de sub bosque, assim como os efeitos históricos e biogeográficos em determinadas regiões. Entretanto, a perda e a fragmentação de habitats causada pelo homem também poderiam afetar a diversidade negativamente, de forma semelhante ou diferente em localidades mais ou menos produtivas, ou situadas em diferentes regiões biogeográficas. Nossos resultados mostraram um forte efeito positivo da produtividade sobre a diversidade e uma diminuição da dominância nas comunidades de aves estudadas. Este efeito, quando adicionado ou interagindo com o efeito negativo das variáveis que mediam perda e fragmentação de habitats, foi considerado tão plausível quanto o efeito isolado da produtividade sobre a diversidade. No entanto, a presença da produtividade em todas as explicações mais plausíveis aponta para a importância preponderante do efeito da produtividade, ao menos na escala analisada neste estudo. O efeito biogeográfico, por sua vez, foi menor que o efeito da produtividade, mesmo por que parte de seu efeito é explicado pela produtividade. Desta forma, nós concluímos que além da produtividade isoladamente ter sido mais relacionada com a diversidade em nossa área de estudo, o efeito das variáveis de efeito antrópico em conjunto com a produtividade também tiveram relação semelhante com a diversidade. Isto indica que tanto produtividade ou seu efeito somado aos efeitos negativos humanos podem ser usados como importantes parâmetros para o estudo e conservação da diversidade de aves da região sudeste do Brasil.Palavras-chave: Diversidade, série logarítmica, lognormal, produtividade, fragmentação

Estado Atual

A dissertação de mestrado foi concluída em outubro de 2011 e encontra-se em preparação para publicação. O projeto de doutorado está sendo iniciado, mas ainda necessita de ajustes.

Acompanhamento

Página de Discussão com o orientador (acesso restrito).

Arquivos

etc ...

rodrigues/start.txt · Última modificação: 2012/08/06 18:29 por rodrigues
Alterações recentes · Índice · Mostrar código fonte · Autenticar-se